28.3.09

Somos sim o resultados de muitas misturas



Ao realizar as atividades da inter questões étnico-raciais,me deparei com algumas questões muito interessantes e perturbadoras.
Nossa herança genética é algo que me intriga e ao mesmo, tempo me fascina.
Quantos de nossos antepassados existiram para que nós fôssemos hoje,o que somos em aparência,traços marcantes,porte físico,personalidade...
Somos uma grande mistura de todos os que vieram antes de nós,e mesmo nem tendo os conhecido,somos tão parecidos,como se tivéssemos nascido deles.
Na verdade somos um pouco de cada um.
Muitas vezes somos mais parecidos com certo parente do que com nossos progenitores.
No meu caso,é exatamente isso que acontece.tenho mais semelhanças com tios,tanto na aparência,como na personalidade do que com meus pais.
Ah,falando em pai,não me pareço nada com ele,nem com seus familiares,parace sim que herdei somente características da família materna.
Não sei se por esse motivo ou não,me identifico mais com minha família matrena do que com minha família paterna.
Somos sim uma mistura de tudo e de todos.
Somos miscigenados.E que de tanto se misturarem acabam se distanciando da sua ancestralidade original.
Viva as misturas!!!

22.3.09

Mudar faz bem a saúde!


Em nosso dia-a-dia, muitos dos nossos atos são feitos de maneira tão rotineiras que quando nos damos conta do porquê de não fazê-las de formas diferentes,não sabemos explicar.As famosas "manias"que temos e que na maioria das vezes não sabemos como explicá-las.
Ontem,em uma reunião na escola,lemos um texto de Clarice Lispector,que falava sobre fazermos as coisas de maneiras diferentes,coisas do dia-a-dia mesmo,como deitar sempre de um mesmo lado da cama,andar sempre pelo mesmo lado da rua,enfim,e esse texto me fez perceber que faço muitas coisas sempre da mesma forma e que é difícil quando nos deparamos com situações que exijam mudanças ...
Fazer diferente implica em romper com o nosso eu,nossas manias,com coisas que estão tão bem de certa forma,que,nunca pensamos em fazer diferente.
De repente parei e comecei a pensar em bobagens que para mim,de certa forma, fazem parte de mim,atos tão pequenos,tão insignificantes,mas que, para mudar é preciso um ato de coragem,mesmo que não precise fazer muito esforço,mas o primeiro passo é fundamental.
Acho que para começar um semestre,mais um ano letivo,mais um ano em minha vida,vale a pena tentar fazer diferente.
Eu posso ser diferente,posso fazer as coisas de maneira diferente,amar de outras maneiras,tentar ver com outros olhos,o que até então me parecia tão distante e diferente da maneira com que eu poderia fazer.
Quem sabe,com essas mudanças,será possível descobrir um novo jeito de ser,me tornando uma pessoa melhor,e disposta a fazer as coisas de modos diferentes,romper com o habitual ,impondo o lado inovador,não tendo medo de ousar,sempre perguntando em quê poderia fazer diferente.


Que esse ano traga tudo de bom e ...diferente!

10.3.09

Pacto,reflexões,e adiante!

Nossa!!!

Este meu blog está um horror!
Tudo bem que estávamos em férias,mas nem uma postagenzinha se quer?
Admiro as colegas que,mesmo em férias estão sempre ali,marcando presença,e até ganhando prêmios e sendo reconhecidas pela comunidade blogueira,no caso da nossa queriddíssima Bia Guterres.
Aí começo a pensar lá no começo do nosso curso,quando criamos, em nossas primeiras aulas nossos blogs.
E hoje para alguns colegas esse ambiente se tornou quase que um vício,vício ainda tem acento?
Literalmente me convenço que não sou vidrada nas tecnologias,ao mesmo tempo que reconheço que elas têm nos levado a caminhos que antes não poderíamos imaginar.
Hoje, conversando com uma colega de escola que realiza um curso à distância em outro estabelecimento de ensino sobre blogs, ela me relatou que precisava fazer uma postagem e que enfrentou tamanha dificuldade em lidar com o ambiente .Acabei me lembrando das queixas,das dificuldades que enfrentamos todas juntas,umas nos ouvidos das outras,lotando a lista,e por vezes quase enlouquecendo nossos tutores e professores.
É,hoje estamos em outra nível,num mundo plugado,utilizando as tecnologias em favor do nosso crescimento,tanto pessoal,quanto profissional,sem imaginar como tudo poderia ser diferente,mas acredito que Deus,na qual pertence e permite todas as coisas,fez com que tivéssemos essa oportunidade de poder estar nos qualificando e nos preparando ,mas não em um curso presencial,mas num curso à distância onde tecemos uma grande rede de conheciementos e aprendizagens,que ficarão marcadas em nossas vidas e também na nossa universidade.
Quero firmar um compromisso,aproveitando que estamos começando o semestre, em tornar esse ambiente mais qualificado e utilizado ,prometendo me dedicar e me debruçar sobre essa ferramenta de nossos trabalhos.

23.11.08

Piso salarial



O magistério estadual gaúcho entrou em greve. Mas o governo achou-se incompreendido. Dado que uma lei federal estabeleceu piso salarial, como salário inicial, no valor de R$ 950,00, as autoridades do Rio Grande do Sul trataram de interpretar de outra forma o espírito dessa medida, contrariando o bom senso e a língua portuguesa, para defender os interesses dos nossos professores. Não entenderam? Acham que estou ficando louco? Explicarei. O governo gaúcho ficou preocupado com a possibilidade de os professores começarem a ganhar um pouco mais. Nem se trata de ganhar bem, muito bem ou suficientemente. É bem mais simples. Ganhar a partir de R$ 950,00 complica.Esmiuçarei o que parece serem as razões profundas, embora jamais reveladas, dos nossos representantes e gestores. As razões superficiais são conhecidas: falta de recursos, sistema inchado e necessidade de não abalar o ajuste fiscal em curso. As razões que aqui chamo de profundas são mais interessantes. Se um professor em começo de carreira ganhar R$ 950,00, quanto receberá, acrescentando-se vantagens, um profissional com 20 anos de carreira? Pode, quem sabe, chegar a R$ 2 mil. Já imaginaram? Aí se tornaria perigoso. Professor com salário razoável pode começar a fazer coisas impensadas, tomar atitudes impulsivas, agir de modo precipitado. Entre as ações perigosas que podem resultar de uma elevação substancial de salário encontram-se ir ao cinema com mais freqüência (ou simplesmente ir ao cinema), comprar música e, pasmem, adquirir braçadas de obras na Feira do Livro. Bem, braçadas mesmo, convenhamos, não daria, salvo em balaios, mas ainda assim haveria o risco de um aumento vertiginoso na aquisição de livros. É sabido que professores com muita leitura causam problemas. Ficam sabichões, até arrogantes, ensinam melhor e podem até fazer com que os alunos de escolas públicas se tornem verdadeiros concorrentes de alunos de escolas privadas em vestibulares ou outros gêneros de concursos. Ouvi dizer, embora sem confirmação, que já tinha professor pensando em viajar graças ao piso salarial (salário inicial). Não deve ser verdade. Livros e viagens já é demais! Outro item contestado pelos nossos protetores diz respeito ao tempo necessário para atividades fora de sala de aula (preparação, correção de provas e outros passatempos levados para casa). Segundo o governo, isso exigiria contratar mais 27 mil professores. Não haveria dinheiro para isso. Sugere-se, então, que o magistério continue a praticar uma tradição de sacrifício, trabalhando de graça no aconchego do lar pelo bem público e pelo sacerdócio do ensino. Afinal, ser professor deve ser padecer na sala de aula e ainda levar trabalho para casa. Claro que os governantes não se reconhecerão nestas linhas. Mesmo assim, frios e estatísticos, pedirão como sempre cautela, pragmatismo e realismo a quem passa a vida esperando o famoso 'agora vai'. Aí, quando vai um pouquinho, inacreditavelmente, o governo não quer pagar.A greve só podia ser justa. Mais do que isso, justíssima, legítima, além, claro, de ser legal. Em governo de intelectual, costuma ser assim: a educação fica em segundo lugar mesmo parecendo estar em primeiro. Foi assim com FHC. As universidades públicas foram abandonadas. No Rio Grande do Sul, educação e cultura só têm levado tranco. Quando não tem outro jeito, é preciso meter o pé na porta. Piso é salário inicial.

30.10.08

Tirar a chupeta da boca de uma criança


É assim que,provavelmente,a maioria dos professores ,estão se sentindo,com a atitude da nossa governadora,que,juntamente com outros governadores,se uniram,a fim de tentar derrubar,o que levou anos para ser conquistado por nossa categoria,que vêm sofrendo com as defasagens salariais.
Nem chegamos a receber esse tão sonhado aumento,ou reconhecimento,e já estão querendo nos tirar os direitos.
Espero que os eleitores ,quando chegada a época de tentar a releição,se lembrem de que a nossa governadora é que está encabeçando essa ação,contra nós.
Não basta o pouco reconhecimento e o total descaso com a classe,já não está de bom tamanho a humilhação que ao longo dos anos nossa classe tem recebido como prêmio?
Onde está a inconstitucionalidade da lei?
O problema é que,a partir da lei em vigor,o estado terá que contratar mais professores,e que os salários miseráveis pago aos professores,acarretará um aumento impagável na folha do estado.
É fácil querer derrubar na justiça um aumento que ,pela primeira vez nivelaria a educação,ou acabaria com as desigualdades em relação aos estados,quando se pode aumentar o próprio salário.
Vamos cruzar os braços e aguardar nossas conquistas irem por água abaixo?
Espero que nosso sindicato se arme e mobilize a categoria para tentar mostrar à sociedade o quanto estamos sendo prejudicados com esse governo.


29.10.08

Mecanismos de defesa


“Mecanismos de defesa são processos subconscientes que permitem a mente encontrar uma solução para conflitos não resolvidos ao nível da consciência. A psicanálise supõe a existência de forças mentais que se opõem umas às outras e que batalham entre si. Freud utilizou a expressão pela primeira vez no seu "As neuroses e psicoses de defesa", de 1894.”
As pessoas defendem-se inconscientemente da ansiedade que sentem numa situação perturbadora. Podem fazê-lo distorcendo a realidade e enganando a si mesmo esses são dois processos subjacentes que Freud denominou mecanismos de defesa. Todos nós usamos desses mecanismos para proteger nossa auto-imagem, o que é bastante comum em nossa vida diária. Temos necessidade de uma auto-imagem positiva, de aprovar nosso comportamento, e justificá-lo quando necessário. Às vezes, a única maneira de conseguir isto é através de processos inconscientes, iludindo-nos e alterando os fatos reais, de modo a preservar a nossa auto-imagem. Quando os mecanismos de defesa são levados a extremos, assumindo um papel preponderante na vida das pessoas, a tendência dos psicólogos é considerar os comportamentos resultantes como anormalmente perturbados. Existem vários tipos de mecanismos de defesa, os mais apontados são:


*Repressão

*Negação

*Sublimação

*Racionalização

*Projeção

*deslocamento

*Formação de reação.

A relação entre o “Comportamento Social” e “Mecanismos de defesa”, está justamente na utilização de mecanismos inconscientes para justificar o comportamento do indivíduo no meio onde ele se relaciona. Nessa abordagem ,o indivíduo inserido no meio organizacional, toma como parte suas atitudes em relação ao grupo de trabalho, e a ele mesmo. Para um indivíduo, a percepção de um acontecimento, do mundo externo ou do mundo interno, pode ser algo muito constrangedor, doloroso, desorganizador. Para evitar este desprazer, a pessoa “deforma” ou suprime a realidade - deixa de registrar percepções externas, afasta determinados conteúdos psíquicos, e assim interfere no pensamento. São vários os mecanismos que o indivíduo pode usar para realizar esta deformação da realidade, no qual chamamos de mecanismos de defesa. São justamente estes mecanismos que vão regular o comportamento para um padrão ajustado ou desajustado, poderá depender da intensidade em que ele reprime certas emoções, e/ou fatos que ele não queira ou não saiba lidar. Então, o uso destes mecanismos é de fundamental importância para a preservação do ego, e assim manter condições constantes de excitação no nosso organismo, e também promover com sucesso, uma integração entre o indivíduo e o mundo externo.