7.6.09

Realizei com meus alunos,um trabalho onde eles puderam conhecer um pouco da herança cultural dos índios e dos negros.
Iniciamos com uma coleta de dados sobre os costumes indígenas e africanos,isso incluiu costumes,hábitos,comidas,vocabulário.
Após essa etapa,eles trouxeram para a aula,a fim de iniciarmos um debate e colocações a partir das pesquisas.
Rendeu muitos comentários.Os alunos ficaram bastante curiosos e participantes sobre as colocações.
Puderam identificar que muitos dos nossos hábitos, hoje,são influência desses povos,que contribuíram de maneira definitiva,passando seus costumes de geração em geração.
Na sexta-feira passada(05/06)construímos painéis;um dos índios e outro dos negros,com suas principais contribuições.
A turma foi separada em dois grandes grupos:um ficou com a influência indígena e outro com a influência africana.
Essa atividade foi solicitada pela interdisciplina de Questões étnico-raciais.
Em breve postarei as fotos dos trabalhos.

1.6.09





Ontem li o texto solicitado na inter EPNEE.
Achei muito interessante o assunto e o quanto ainda se tem a descobrir sobre esse mundo.
O universo de uma mente autista.
Uma característica marcante do autismo é a inabilidade de relacionar-se mutuamente.
O autismo foi descrito pela primeira vez,em 1943,pelo médico austríaco,Leo Kanner.
Hoje sabe-se que o autismo está ligada à causas genéticas e não pela indiferença da mãe,como foi afirmado pelo psicólogo Bruno Bettelhein.
Apesar do grande número de pesquisas e investigações clínicas realizadas em diferentes áreas e abordagens de trabalho, não se pode dizer que o autismo é um transtorno claramente definido. Há correntes teóricas que apontam as alterações comportamentais nos primeiros anos de vida (normalmente até os 3 anos) como relevantes para definir o transtorno, mas hoje se tem fortes indicações de que o autismo seja um transtorno organico.
As características mais comuns do autismo são:
-Dificuldade na interação social (como todo e qualquer indivíduo, por exemplo);
-Dificuldade acentuada no uso de comportamentos não-verbais (contato visual, expressão facial, gestos);
-Sociabilidade seletiva;
-Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades:
Preocupação insistente com um ou mais padrões estereotipados (movimento circular, por exemplo);
-Assumir de forma inflexível rotinas ou rituais (ter "manias" ou focalizar-se em um único assunto de interesse, por exemplo);
-Maneirismos motores estereotipados (agitar ou torcer as mãos, por exemplo);
-Preocupação insistente com partes de objetos, em vez do todo (fixação na roda de um carrinho ou na boca de alguém que fala, por exemplo);
-Seguir uma vida rotineira e resistir mais do que uma pessoa comum resistiria quando ela é mudada;
-Tendência a uma leitura concreta e imediatista do contexto, seja ele linguístico ou ambiental ("levar tudo ao pé da letra").
Eu tenho em sala de aula um menino com a síndrome.Mas pelo relato das profissionais que o acompanham,hoje ele está muito bem.Está se relacionando bem com seus colegas,e comigo também,seus tiques estão quase que imperceptíveis,e tem muita facilidade na aprendizagem.Diria que ele está em vantagem em relação à seus colegas.
Gostaria de deixar algumas sugestões de filmes que tratam do assunto.

Título: Gilbert Grape - Aprendiz de sonhador/ What’s Eating Gilbert Grape
Direção:Lasse Hallström
Gênero: Drama
País/Ano:Estados Unidos/ 1993
Duração: 117 min.
Sinopse: A história se passa numa cidadezinha de interior idílica, onde vive Gilbert Grape, um adolescente aparentemente comum (Depp) que sustenta a família desde a morte do pai. O peso não é para qualquer um: além das irmãs excêntricas, do irmão deficiente mental (Leonardo DiCaprio), inclui a mãe obesa, que não pára de comer desde a morte do marido. Mas a chegada de uma jovem forasteira (Juliette Lewis) dará a Gilbert, a possibilidade de pela primeira vez fazer suas escolhas.


Título: Forrest Gump, o contador de histórias/Forrest Gump
Direção: Robert Zemeckis
Gênero: Comédia/Drama
País/Ano: Estados Unidos/1994
Duração: 142 minutos
Sinopse: Forrest Gump (Tom Hanks) é um jovem problemático, de QI bem inferior ao resto da população. Por conta do acaso, ele participa dos fatos mais importantes da história dos Estados Unidos em um período de 40 anos.

Título: Rain Man
Direção: Barry Levinson
Gênero: Comédia/Drama
País/Ano: Estados Unidos/ 1988
Duração: 133 minutos
Sinopse: Quando o pai de Charlie Babbitt (Tom Cruise) morre, ele deixa uma fortuna em dinheiro para um irmão autista (Dustin Hoffman) que ele desconhecia ter. Os dois então viajam pelo país conhecendo-se e aprendendo a conviver, passando, claro, por inúmeras dificuldades. Vencedor do Oscar de Melhor Filme.


Título: Meu filho, meu mundo/ Son-rise: a miracle of love
Direção: Glenn Jordan
Gênero: Drama
País/Ano: EUA/ 1979
Sinopse: Quando nasceu, Raun era um saudável e feliz bebê. Com o passar dos meses, seus pais começam a observar que há alguma coisa estranha com ele, sempre com um ar ausente. Um dia vem a confirmação do que suspeitavam… Raun era autista. Decidem então penetrar no mundo da criança, acreditando que somente o milagre do amor poderia salvá-lo.


Título:Código para o inferno/ Mercury Rising
Direção:Harold Becker
Gênero: Aventura
País/Ano:Estados Unidos/ 1998
Duração: 111 min.
Sinopse: Art Jeffries (Bruce Willis), um renegado agente do FBI, combate inescrupulosos agentes federais para proteger Simon, um garoto autista de 9 anos, que desvendou um “indecifrável” código secreto. Ele consegue ler o Mercury, um avançado código criptográfico do governo americano, tão facilmente, quanto outros garotos lêem inglês. Essa habilidade, torna vulnerável esse código de 1 bilhão de dólares, especialmente se os inimigos do governo descobrirem Simon e o capturarem. Nick Kudrow (Alec Baldwin), chefe do projeto Mercury, ordena que a “ameaça” seja eliminada, sem imaginar que Jeffries está envolvido. Perseguido por assassinos implacáveis, Jeffries logo percebe que não pode confiar em ninguém. Agora o tempo está correndo e ele descobre que a única chance de sobreviver é usar a habilidade de Simon para levar seus adversários à justiça.


Título: Loucos de amor/ Mozart and the Whale
Direção: Petter Naess
Gênero: Comédia
País/Ano: EUA/ 2005
Duração: 94 minutos
Sinopse: Comédia romântica inspirada na vida de duas pessoas com a Síndrome de Asperger, uma forma de autismo, cujas disfunções emocionais ameaçam sabotar seu recém-iniciado romance. Donald é um cara legal, porém um motorista de táxi sem sorte que ama os pássaros e tem uma habilidade fora do comum com os números. Como muitos portadores da Síndrome, ele gosta de padrões e rotinas. Mas quando a bela mas complicada Isabelle se junta ao seu grupo de ajuda aos autistas, sua vida - e seu coração - ficam de cabeça para baixo.

25.5.09

Um novo PA




Estamos iniciando a construção de um novo PA.
A questão que acabamos elegendo,via votação foi "Como é possível colocar tantas informações em um pequeno espaço como um pen-drive?"
Confesso que esse assunto não foi o meu preferido,mas como foi escolhido através de votação!Então vamos lá.
É um assunto interessante e intrigante.
Estamos tão acostumadas a usar pen-drives,mas nunca paramos para saber como essas informações ficam armazenadas e processadas em um espaço tão pequeno.
E baseado nessa inquietação,que em breve começaremos a nos debruçar em busca de informações, a fim começarmos a traçar as respostas à nossas dúvidas.
Confesso que não estou tão empolgada a começar.
Acho que porque nosso primeiro PA,foi um chuchuzinho,e também uma preciosidade.Amei fazê-lo.Foi um assunto que me apaixonou muito.
Entaõ,como diz o ditado"o primeiro PA nunca se esquece.
Mas não quero me opor a nada.Quero sim que possamos fazer um excelente PA.
E também poder contribuir no que for necessário.
Fica aqui o registro do meu mapa conceitual.Imitando minha coleguinha Ivana.

19.5.09

Ainda há muito o que fazer


Ao londo do semestre duas questões ,ou melhor,duas interdisciplinas me fazem pensar no longo caminho que ainda há a percorrer.São as interdisciplinas de Questões Étnico-raciais na Educação e Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais.
Ao realizar as leituras solicitadas,me deparo com muitas questões que ainda desconhecemos.
Percebo que as leis existem,que amparam o trabalho nessas áreas,mas muito pouco tem sido feito a fim de que essas mesmas leis se concretizem.
No trabalho com crianças com necessidades educacionais especiais, nós como educadores,que de uma hora para outra estamos sujeitas a receber um aluno que requeira cuidado especial,trabalho especial,vamos saber como proceder?Receberemos amparo da escola,ou simplesmente teremos que enfrentar a situação como se o problema fosse só nosso?
Muitas dúvidas e questões nos vêm a cabeça,e no fórum de EPNEE,temos discutido muitos pontos, que de certa forma,nos amedrontam,nos angustiam.Vejo diante dessas trocas,que esses medos são compartilhados.Percebo uma insegurança diante do assunto.
Neste novo fórum,as qustões são" Como é possível avaliar um aluno com deficiência física que não escreve? Que tipo de adaptações são necessárias? Como atender a diversidade no ritmo de cada aluno, considerando que um aluno com dificuldades motoras nos membros superiores, em geral, realiza suas atividades num tempo maior; pense na seguinte situação: seu aluno não fala, mas parece compreender o que você e os colegas dizem, como ajudá-lo a se comunicar? Como trabalhar educação física com pessoas com problemas motores sérios?
Penso que só vamos saber respostas para essas questões,quando nos depararmos com uma situação que requeira,da nossa parte uma resposta imediata.E mesmo assim ,com o passar do tempo,veremos que poderíamos ter feito diferente.
Enfim,estamos tendo nesse semestre a teoria,mas sabemos que na prática as coisas são diferentes.
Destaco um trecho do relato da colega Izolete no fórum recém aberto em EPNEE:" Foi em 2001, eu não sabia e não tinha a menor idéia de como proceder, mas apesar de sua deficiência, eu sabia das reais capacidades da aluna.Ela, apesar de só rabiscar poucas palavra, lia perfeitamente bem. Produções escritas era muito pouco. Aí durante as aulas, quando os outros escreviam em seus cadernos, eu sentava ao lado dela e registrava os exercícios em seu caderno, depois solicitava que ela os lesse para mim e que me dissesse oralmente as respostas. Ela ia falando e eu escrevendo, é claro que isso era feito com dificuldade, pois eu tinha 30 alunos para atender, mas como ela respondia muito bem na parte oral eu precisava estimulá-la e fazer o registro que ela não podia fazer. Também tinha uma caixinha com todas a letras do alfabeto e sempre que eu queria que ela escrevesse algo, eu pedia para que ela montasse a palavra ou a frase solicitada, essa parte também era super tranquila. E através dessas anotações e registros eu avaliava minha aluna.Apesar de ser minha primeira aluna com necessidades educacionais especias, acredito que consegui fazer com que ela progredisse em seu aprendizado, pois na final do ano ela lia fluentemente, porém, pouco escrevia, mas mesmo assim, dentro das suas especificidades, e das suas limitações e pelo progresso feito durante o ano, ela avançou (...)".
Trouxe o relato da colega a fim de constatar o que havia dito anteriormente.
Para muitas dessas perguntas ,só acharemos as respostas quando tivermos de enfrentar uma situção que exija uma ação rápida e eficaz.

10.5.09

Provinhas,segundo piaget


Quando foi lançada a atividade de psico,onde teríamos que realizar uma provinha a fim de aplicar o método clínico de Piaget,me recordei de um momento da minha infância.
Não me lembro ao certo a minha idade e da minha irmã,mas fomos testadas através desse método. Acredito que eu devia ter no máximo seis ou sete anos.
Minha mãe fazia magistério e nos levou para sua escola a fim de aplicar a provinha.A provinha escolhida foi a da conservação de líquidos,se não me falha a memória.
Nesta semana eu e a Neusa realizamos a prova com uma de suas aluninhas.
É muito interessante pois conseguimos verificar qual estágio do desenvolvimento a criança se encontra.
Através dessa entrevista podemos verificar a estrutura do pensamento da criança,através da coleta de dados.
Isso me fez refletir sobre essa metodologia.
Quando Piaget criou esse método tinha apenas como recursos a observação e os testes padronizados.Mente brilhante!!!
E depois de tantos anos passados,era minha vez de realizar a provinha,fazendo me recordar de um momento da minha infância.


6.5.09

A influência da educação familiar


A partir do filme Clube do Imperador,é possível a bordagem de uma temática que por vezes gera muitas inquietações:relação pais-filhos e professor-aluno.
Percebe-se a partir da trama ,que educar intelectualmente não basta.Contudo a presença dos pais no processo de aprendizagem é tão importante quanto o papel do professor.
A estreita ligação entre a família e a escola se faz presente neste filme.
O que cabe realmente à escola e professores, e o que é de responsabilidade da família?
Na trama,o professor passa aos seus alunos todos os seus princípios morais,mas abaca se confrontando com um arrogante aluno,filho de um senador,que acaba por iniciar uma guerra particular .
Há algo muito importante a questionar por trás do comportamento de Sedgewik Bell.
Como era a relação entre pai e filho?Que tipo de relação o menino mantinha com a família?
O garoto mantinha um relacionamento sem diálogo, carinho e afetividade com o pai, apesar de suas tentativas de aproximação, talvez por isso sua vida fosse norteada de maneira ilimitada e irresponsável.
Percebe-se, então, que a ausência dos pais na intimidade dos filhos não é uma atitude recomendável, isso dá às crianças uma sensação de vida sem limites e sem necessidade de prestar contas a alguém. Os pais devem fazer parte da vida dos filhos, devem ajudá-los em suas dificuldades, precisam ouvi-los, orientá-los e ser seus parceiros.
No entanto,é obrigação dos pais dar bons exemplos aos filhos:olhar bons programas na tv,assistir bons filmes,ler livros ,ouvir boas música,pois os exemplos,na maioria das vezes, valem mais do que mil palavras...
No filme, por exemplo, o personagem-aluno se utiliza de seu status e acaba quebrando todos os critérios pré-estabelecidos por sua escola e por seu professor. Isso acarreta a ele uma formação moral, ética e humana distorcida daquela que seu professor tentou lhe passar.
Frente a esse dilema é que recebemos muitos de nossos alunos,sem saber para onde ir,sem referência alguma,e que muitas vezes,acabam se espelhando em maus exemplos ou no próprio mundo.
Costumo dizer:"se os pais não ensinam,o mundo lá fora é que vai ensinar".